{"id":3845,"date":"2024-12-05T12:00:04","date_gmt":"2024-12-05T15:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/implantacaopro.xyz\/institucional-biofao\/superar-crencas-limitantes-para-consolidar-uma-nova-medicina-parte-2\/"},"modified":"2024-12-05T12:00:04","modified_gmt":"2024-12-05T15:00:04","slug":"superar-crencas-limitantes-para-consolidar-uma-nova-medicina-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/implantacaopro.xyz\/institucional-biofao\/superar-crencas-limitantes-para-consolidar-uma-nova-medicina-parte-2\/","title":{"rendered":"Superar cren\u00e7as limitantes para consolidar uma nova Medicina &#8211; Parte 2"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Maristela Barenco<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Medicina BioFAO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A essa altura do texto, podemos reconhecer que a Medicina dos Fatores de Auto-Organiza\u00e7\u00e3o do Biocampo nasceu inspirada em outra l\u00f3gica e busca formar o m\u00e9dico e a m\u00e9dica em outro ethos, no sentido de uma disposi\u00e7\u00e3o de seus valores de base. Primeiramente pelo fato de \u2013 epistemologicamente \u2013 o Archeus (o curador interno) constituir-se um c\u00f3digo qu\u00e2ntico, de natureza biof\u00edsica, que dialoga com a sa\u00fade inata do campo vital e n\u00e3o se restringe aos sintomas e doen\u00e7as como refer\u00eancias; mas, sobretudo, por se instituir uma medicina integralista, que compreende o humano como um sistema fisiol\u00f3gico, que tamb\u00e9m \u00e9 ps\u00edquico, espiritual e social, a um s\u00f3 tempo. Depois, por entender que a consci\u00eancia \u00e9 uma chave importante no processo de auto-organiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, como seres vivos, somos sistemas determinados estruturalmente, o que significa que quando algo externo nos incide, o que nos acontece depende mais de n\u00f3s e das rela\u00e7\u00f5es em que nos colocamos, do que propriamente de algo exterior. Outros dois aspectos que constituem diferenciais, na terap\u00eautica BioFAO, s\u00e3o o tempo de consulta e escuta do paciente (e para isso se recomenda que uma consulta BioFAO n\u00e3o se fa\u00e7a com plano de sa\u00fade) e o fato de uma consulta equivaler a um acompanhamento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, h\u00e1 um elemento desse ethos que ainda precisa ser revisto e considerado, tanto para que essa medicina seja, de fato, outra e nova, quanto para que a efetividade do processo possa acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fomos orientados, atrav\u00e9s de um processo de coloniza\u00e7\u00e3o de significados, a conceber que \u00e9 o paciente que precisa vir at\u00e9 n\u00f3s. Se ele vem e depois desaparece, n\u00e3o nos sentimos correspons\u00e1veis por isso e nem em irmos ao seu encontro. De fato, talvez n\u00e3o haja tempo cronol\u00f3gico dispon\u00edvel para que isso se d\u00ea. Mas h\u00e1 alguns tipos de adoecimentos, muito graves, que chegam \u00e0 Medicina BioFAO como \u00faltima viabilidade terap\u00eautica. E, se um paciente chega em um consult\u00f3rio m\u00e9dico BioFAO com tamanha desorganiza\u00e7\u00e3o de seu campo, isso evidencia sua pouca compreens\u00e3o sobre os processos energ\u00e9ticos de campo vital ou terreno biol\u00f3gico. Ou seja, h\u00e1 doen\u00e7as que evidenciam o completo desconhecimento do que significa auto-organiza\u00e7\u00e3o. Acontece que, quando esses pacientes iniciam o tratamento, muitas vezes, j\u00e1 est\u00e3o, concomitantemente, em tratamentos arrojados alop\u00e1ticos, como quimioterapias, que s\u00e3o t\u00e3o capturantes em termos de afeto e sensibilidade, que lhes sobra pouco tempo para que tenha esperan\u00e7a ou se lembre ou reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia da BioFAO como aquela fresta de luz que lhe foi aberta por algum m\u00e9dico e m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido e nessas condi\u00e7\u00f5es, seria muito importante que um m\u00e9dico e uma m\u00e9dica BioFAO garantissem n\u00e3o apenas uma consulta, mas um acompanhamento a este paciente, nesses momentos t\u00e3o complexos. N\u00e3o no sentido de persuadirem a continuidade do tratamento BioFAO, mas de criarem um v\u00ednculo, um encontro de fato, uma guian\u00e7a nesse deserto existencial, revers\u00edvel ou n\u00e3o, que algu\u00e9m possa passar. Isso seria, de fato, um diferencial \u00fanico, que criaria uma bifurca\u00e7\u00e3o efetiva, entre uma terap\u00eautica alop\u00e1tica e outra, auto-organizadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensar e repensar esses lugares convencionais do pensamento e da experi\u00eancia, que v\u00eam sendo reproduzidos e evitados porque sim, sem aprofundamento cr\u00edtico, faz parte de outra racionalidade m\u00e9dica. \u00c9 preciso ter coragem para desconstruir essas normas institu\u00eddas que est\u00e3o mais a servi\u00e7o de institui\u00e7\u00f5es do que da pr\u00f3pria vida. O bi\u00f3logo chileno, Humberto Maturana, adverte-nos que \u201ctodos os conceitos e afirma\u00e7\u00f5es sobre os quais n\u00e3o temos refletido, e que aceitamos como se significassem algo simplesmente porque todo mundo os entende, s\u00e3o antolhos\u201d (Maturana, 2005, p. 15). Afirmar que \u00e9 um paciente que precisa recorrer a um m\u00e9dico\/teraputa e a um tratamento, sempre, constitui um grande antolho. H\u00e1 processos patol\u00f3gicos alimentados por solid\u00f5es, descasos e abandonos, que uma simples rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 significa um horizonte de cura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio das doen\u00e7as se expande e se complexifica, nessa sociedade desorientada. H\u00e1 pessoas que, at\u00e9 adoecerem, nunca lhes foi dada a oportunidade de conhecer e experimentar uma rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica de fato, e serem tratadas na perspectiva de uma medicina de fortalecimento de campo vital ou terreno biol\u00f3gico. O olhar mais comprometido de um m\u00e9dico\/terapeuta certamente contribuir\u00e1 para fidelizar o tratamento, para expandir a Medicina BioFAO e, consequentemente, para promover um processo de auto-organiza\u00e7\u00e3o do Biocampo. \u00c9 preciso coragem para se reinventar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Maturana, Humberto. 2005. <strong>Emo\u00e7\u00f5es e Linguagem na Educa\u00e7\u00e3o e na Pol\u00edtica<\/strong>. Belo Horizonte: Editora UFMG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maristela Barenco Medicina BioFAO A essa altura do texto, podemos reconhecer que a Medicina dos Fatores de Auto-Organiza\u00e7\u00e3o do Biocampo nasceu inspirada em outra l\u00f3gica e busca formar o m\u00e9dico e a m\u00e9dica em outro ethos, no sentido de uma disposi\u00e7\u00e3o de seus valores de base. 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